Se pararmos para considerar o vasto deserto mental da humanidade, não só nos tempos atuais, mas especialmente neles, teremos uma visão assustadora do futuro.
A mediocridade, o simplismo e a ignorância servem de modelo, colocados em um pedestal inabalável sobre qualquer pensamento original.
Vemos uma evolução às avessas, ou talvez um embate eterno. O Ser Humano, tão grande em suas descobertas e em sua genialidade em tempos passados, foi reduzido parasitas de sofá e seu senso de descoberta e de desenvolvimento transformou-se em conformidade e preguiça mental. Final, velhos hábitos são os mais difíceis de largar.
Por que desfrutar de uma real inteligência quando se é mais fácil viver com a ilusão desta?
Enquanto isso, alguns de nós aqui, cercado de livros, filmes, músicas, ou qualquer pedaço de informação, com teorias mirabolantes e caminhos improváveis, sentindo cada vez mais aparte dessa sociedade bovina. Seriamos nós o erro, a aberração? Ou parte dos últimos exemplares humanos ainda em evolução? Seres humanos que tentam ser humanos?
Poderia haver uma luz que nos guie através essas trevas de mediocridade?
Poderia uma mente sair de sua atrofia quando nada ao redor desperta interesse e curiosidade na mesma, ou melhor, desperta somente vontade de estar no sofá ruminando fast-food vendo programas de televisão que semeiam mais e mais esse mesmo comportamento. A cultura do Nada.
Mas não dizem que Tudo vem do Nada, ou como seria mais propício, Nada advém do Nada.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário